segunda-feira, 22 de novembro de 2010

07-07-2010

Rompimentos são sempre dificeis
Romper com o passado, romper com amigos, com velhos amores
Dificil recomeçar, re-existir, reinventar
Caminhar a passo lento, percorrer o novo sem a velha mão pra segurar
É assim que me sinto cada vez que lembro
Você não esta mais comigo
Logo você!
Sobram muitas lembranças, as melhores de quem fomos nós
Fomos sim, é bem verdade
Fomos cumplices nas madrugadas embreagadas
Amigos na aflição, pedaços da mesma alma, do mesmo coração
Você foi minha mais forte intuição
Minha solidão acompanhada, um porto, um norte, um vinculo único
Indissoluvel... o indissoluvel que se partiu
Hoje me dá menos vontade de te abraçar
Amanhã dará menos vontade de te falar de mim
E um dia seremos só estranhos
Estranhos entre si e sozinhos no mundo.

21-05-2010

O mundo anda tão complicado, cada dia mais complicado
São contas, desejos, mil planos
São chavecos, botecos, sorriso de madrugada
Nostalgia, simpatia, um velho querer
Querer ser mais, mais leve, mais viva, um tanto feliz
Desejo de estar perto, de tomar teu café, te dizer bom dia
Preciso de colo, de abrigo, da tua força pra ser a minha

Nostalgia

de repente senti um cheiro morno, meu velho conhecido
é um cheiro, um cheiro de saudade
um cheiro doce do teu cabelo molhado, da tua roupa passada
da tua falta de vergonha na cara
foi nostalgia, saudade, vontade de te sentir por perto
imaginar onde você anda, quem você agora chama de amor, de amores, bem querer
essa coisa me faz lembrar os gostos, os beijos e o ciume
a briga, o grito, lagrima e partida
a irremediavel certeza de que foi melhor assim
de que foi melhor o fim
mas lembrar... ah, lembrar!
lembrar todos eles, tantos eles
todos passados, distantes, outros
e eu? ah! eu lembro pra ter prazer em esquecer!

Ao meu futuro grande amor

Acho que devo ser sincera sobre o que passei e sobre quem fui antes de te encontrar. Não me orgulho de certos momentos de minha vida amorosa, machuquei inocentes pelo caminho, pronunciei as piores mentiras... Menti pra mim mesma milhares de vezes, usei pessoas e por elas fui usada, mas pra cada erro houve uma lição valiosa, ensinei também algumas a quem interessou aprender. Desisti de você tantas vezes que perdi a conta, jurei nunca mais amar, não me envolver nem envolver ninguém, quis ser apenas um vento de passagem em tantas vidas e assim fui um vento calmo e terno. Mas com tempo percebi que desse modo além de não sentir, não me sentia viva e ser expectadora da vida não é bem o meu forte, ser platéia no meu próprio show não me permito!

Com o tempo aprendi a esconder tão bem a dor que ela passou a me envenenar por dentro, hoje tento expressar tudo que sinto pra que não me afogue em raiva, mágoa, tristeza, solidão. Então perdoe os dias nublados e as madrugadas de chuva que me deixam tão melancólica, mas acostume-se com o humor negro que faz parte de todas as manhãs! Quando eu disser que estou um horror, não minta pra mim e quando você me vir recém acordada descabelada, de pijama velho e cara amassada abrindo a porta pra você num domingo me diga que estou horrível porque eu vou estar mesmo, mas complete a frese com um “Mas eu te amo assim mesmo.” Porque eu sou de verdade, de carne, osso e mau humor de vez enquando. Na minha história a princesa vive dias de dragão e o príncipe, bom, também vira sapo! Mas eu preciso que você volte a ser príncipe, por favor.

Dentre o tudo e o nada que já quis na vida, hoje só peço duas coisas: um rumo e um porto. Então seja um pedaço do chão e um impulso pra voar, você não pode ser motivo nem razão pra que eu viva, ninguém além de mim pode, mas você vai ser uma parte de tudo que eu fizer, disser e viver e é exatamente assim que eu serei pra você.

Faço só mais um pedido em nome de nós dois, chegue logo!

Estou cansada de esperar.

Um beijo de quem muito vai te amar

15-10-2010

É como uma praga, uma erva daninha
Que cresce sem que ninguém a veja
E de repente, lá está...
Você está lá, em algum lugar, em algum momento
Você cresce de novo
Já não é o mesmo, nem faz mais sentido
Mas está lá
Ocupando espaços, trazendo lembranças
E eu observo à distancia
Onde é seguro olhar, lembrar
Eu não o conheço, não o reconheço
Mas de algum modo está lá.

segunda-feira, 1 de março de 2010

"Do muito que eu li, do pouco que sei
Nada me resta...."
Do tanto que sinto, do pouco que eu demonstro
Me restou você...
Triste é endurecer como as cidades
Não sentir mais aquele aroma de paixão...
Já não há mais paz na solidão
Não existe mais sossego sem aconchego
Sem rimas, sem verso, sem canção
Dia triste, noite longa
Culpa tua coração
Cometeu o erro de Narciso
Se apaixonou por si mesmo
Te vejo sem saida
Me vejo entristecer
Eu to indo embora
Já nem sei quando vou te ver
Espero encontrar-te melhor
Mais sincero, mais vivo
Talvez mais meu...
Vou não porque deva ir mas por ser o melhor
Não é pro meu cais que você volta
Não é meu porto sua morada
Bato asas distante de ti
Mas vou com os olhos rasos d'agua
Saberei rir dos teus sorrisos
Enchugarei minhas lagrimas
Talvez te encontre sendo eu mais minha outra vez